Para a maioria dos negócios e das empresas, alcançar o sucesso significa manter o equilíbrio financeiro, de modo a estar sempre no azul, em vez do vermelho. E, no dinâmico mundo atual, diante da quantidade de mudanças de curto prazo, das transformações digitais e do uso crescente de ferramentas tecnológicas, além do risco de crises sanitárias imprevisíveis, os planejamentos precisam mudar da noite para o dia, e contemplar outras questões além da situação financeira. Por exemplo, devem incluir o cruzamento de grande número de dados gerados pela tecnologia e, inclusive, considerar a forma como os resultados são obtidos, se eles respeitam o meio ambiente e a política de compliance.

Torna-se, portanto, cada vez mais necessário que as empresas estejam habilitadas a trabalhar com o conjunto de ações conhecidas como FP&A – Financial Planning and Analysis (Planejamento e Análise Financeira). Trata-se de uma série de atividades, como, por exemplo, validação e compilação de dados financeiros, planejamento do setor financeiro, projeções financeiras, produção de relatórios de gerenciamento, entendimento e elaboração do orçamento e investimentos planejados, dentre outras ações. A implementação do FP&A vem crescendo em importância dentro das organizações nos últimos anos, justamente por alinhar as diversas áreas aos preceitos do setor financeiro e alimentar a gestão da empresa com dados estratégicos para a sua tomada de decisões.

O FP&A é um processo fundamental para o crescimento de qualquer negócio. As ações de FP&A são utilizadas na realização de planejamento, orçamento, previsões e análises das informações empresariais, que trazem a relação de causa e efeito entre a gestão da empresa e os resultados financeiros do negócio. O FP&A examina, analisa e avalia a evolução das finanças e das demais áreas produtivas da companhia, assim como de todo o mercado no qual ela está inserida. Por isso, é imprescindível para traçar estratégias e simular o futuro financeiro do negócio.

Para obter maior êxito, o FP&A deve enxergar e ter acesso à organização como um todo, de modo a interpretar as informações financeiras, dos seus ambientes internos e externos. Indicado para todo o tipo de negócio, sejam empresas de pequeno, médio ou grande porte, o FP&A é o caminho para as companhias que querem contar com melhor organização, planejamento, previsões e análises que realmente suportem o crescimento do seu negócio.

Segurança nos momentos difíceis

Uma grande quantidade de empresas e de negócios, em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, foi pega desprevenida pela crise sanitária e obrigada a rever planejamentos e investimentos. Muitos negócios acabaram até mesmo fechando suas portas, devido à dificuldade de se adaptarem à nova realidade. Em contrapartida, as empresas que já contavam com o FP&A tiveram melhores condições de se adaptar rapidamente, como foi o caso da Algar Telecom, chefiada pelo CFO (Chief Financial Officer) Túlio Abi-Saber.

“Nós conseguimos crescer 11% no meio de tudo que estava acontecendo, de uma forma bem sustentada, com a base de clientes se ampliando em mais de 20%, graças ao FP&A, que suportou a tomada de decisão e a gestão da empresa durante todo o período, de forma ágil”, conta Túlio Abi-Saber.

Ele observa que, independentemente da crise sanitária, o mercado vem se transformando há muito tempo. “O ciclo dos produtos, o comportamento do cliente e do mercado competidor, tudo isso vem mudando em grande velocidade. E o FP&A se atualiza rapidamente para responder a essas mudanças”, ressalta o CFO da Algar Telecom. Ele observa que, na pandemia, o uso deste processo foi potencializado com a digitalização ainda maior dos processos, maior automatização e foco ainda mais intenso em análises. “A alta gestão da empresa passou a usar muito mais o FP&A para suas tomadas de decisões.”

Outro empresário que conhece a importância do FP&A na saúde financeira de sua empresa é Júlio Damião, CFO do Grupo Prime Holding e diretor presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de Minas Gerais (IBEF-MG). Ele salienta que a transformação digital e as ferramentas que integram os dados de diferentes setores de uma empresa estão revolucionando a maneira como o planejamento financeiro sempre foi realizado.

Maior agilidade na análise de dados

As ferramentas digitais encurtam processos e dão maior agilidade ao tratamento e análise dos dados, facilitando a leitura do quadro geral pelo qual a empresa passa. “Antes, era comum as empresas planejarem 5, 10, 15 anos no futuro, com análises que demoravam mais tempo para ganharem robustez e precisão. O mundo realmente caminhava mais devagar. Agora, a digitalização traz muito mais agilidade, as transformações são aceleradas e há acontecimentos imprevisíveis, como a pandemia, fazendo com que as empresas planejem apenas três anos em média. Os planejamentos de longo prazo estão se tornando rapidamente defasados, e é nesse contexto que o FP&A ajuda nossa empresa, nos auxiliando a estar sempre ligados no agora, e com uma boa perspectiva do que virá em breve”, destaca Damião.

Tecnologias como os sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning) e RPAs (Robotic Process Automation), os algoritmos de Inteligência Artificial, os sistemas de computação em nuvem. e também as blockchains, são grandes aliadas das empresas hoje. Implementadas de forma integrada, elas trazem ganhos em diversas frentes. Entre eles, aceleram a obtenção e a análise de dados das diversas áreas da companhia, cruzam digitalmente as informações de departamentos como o de engenharia e o financeiro e possibilitam a criação de cenários diversos. Além disso, dão inclusive a direção que o planejamento financeiro deve seguir, por meio de sistemas de algoritmos e de machine learning, que, ao detectarem como as contas vinculam-se entre si ao longo do tempo, desafiam o orçamento caso entendam que o caminho deve ser outro.

Trata-se, portanto, de um mecanismo complexo, um desafio no qual a conexão de tudo isso é fundamental, demandando mudanças rápidas no planejamento e nas decisões de negócio.

Como desenvolver o FP&A

Para desenvolver com sucesso o FP&A, não basta apenas contar com uma diretoria financeira que busque atingir o equilíbrio financeiro desejado, especialmente quando esses departamentos não conseguem trabalhar com agilidade e capacidade de adaptação aos tempos atuais, e tampouco se comunicam bem com os demais setores da empresa.

Contratar e treinar uma equipe de profissionais do departamento financeiro, para atuar em FP&A, pode ser um caminho, assim como a contratação de consultorias externas, que trazem essa expertise e podem ajudar as empresas a direcionarem a alocação dos recursos da maneira que irá garantir o maior retorno e a geração de valor.

A vantagem de contar com um time interno de FP&A é ter profissionais inseridos no dia a dia do negócio, estando mais propensos a captarem mudanças e variações das empresas. Contudo, nem todas as empresas conseguem arcar com os custos de profissionais capacitados para exercer o FP&A, além do desafio de recrutar e estruturar essa equipe.

Para quem opta por montar um time interno, que pode ser aumentado gradativamente, conforme as necessidades do negócio e a maturação analítica, a seleção desses profissionais deve levar em conta o poder de análise de dados estratégicos. É um trabalho que deve ser realizado por profissionais atentos à detecção de mudanças dos padrões de comportamento da operação, que usem de inteligência para compreender o significado de cada dado e determinar a melhor maneira de tratá-lo e usá-lo no processo decisório. Atenção, capacidade de análise e precisão são as características mais importantes que os candidatos devem ter para integrar a equipe de FP&A, assim como talentos multidisciplinares e senioridade.

Quanto à possibilidade de terceirizar o setor de FP&A, há consultorias especializadas neste serviço, como a Moore Brasil, que pode ajudar o seu negócio e o seu departamento financeiro, alocando profissionais qualificados em FP&A, com expertise multidisciplinar, em tecnologia e metodologia de planejamento e análise. Este time está preparado para auxiliar sua empresa na melhor tomada de decisão.

Muitas companhias acabam não utilizando o FP&A porque acreditam, equivocadamente, que o custo-benefício pode ser muito alto em determinados casos. No entanto, é indubitável que o FP&A traz benefícios a médio e longo prazo e seu retorno pode ser bem superior ao investimento inicial.

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